Presente

Sim, Lisboa,
o passado resplandece nos teus medos
e desenha a sua face, os seus enredos.
Quantas velhas ruas, quantos becos!

Cidade nova, presença soterrada.
Ainda cantam aquelas pessoas.
Pulsam, ressuscitadas.
Quantas naus perdidas, quantas loas!

É tua a desdita, Lisboa.
Sorri, esta é a tua história.
Tal verdade, tal justiça.
Quantas mulheres, quantos homens!

Poema composto a 22 de Junho de 2011.

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