Descoberto o Brasil

Visões da minha infância trazem-me
crenças as quais eu devo rejeitar,
insuficientes que são à minha
auto-percepção de eminente pessoa.

Ardente, torno-me cônscia das minhas capacidades.
O meu pão não é comida a quem me açoita.
As nossas memórias são adversárias.
Somos nas mãos e na face dessemelhantes.

Em função desta imagem dessemelhante, eu ouvia:
“não crescerás como aquelas pessoas
ou serás menos valiosa, ou mais fraca”.
Eu cri nessas palavras e me fiz pouca.

Pois agora, quando sinto legítima aspiração
de estabelecer a minha verdade particular,
eu me arrojo a me desenhar novamente.

Posiciono-me ante os meus irmãos.
Troco com eles versos, desejos e lágrimas.
Abraço-os, intensa e calorosamente.
Deste enlace eis descoberto o Brasil.

Publicado originalmente a 23 de Maio de 2006.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s