O Déficit

O déficit comprovadamente paira entre os 80 e os 100 bilhões de reais.
Considerando que a Dilma não conseguiu implementar medidas de contenção desta porcaria, tentando enfiar o chicote no lombo do trabalhador. Se ela o tivesse feito, provavelmente, o montante do que eles chamam de déficit, considerando a dívida pública e o rentismo, não passaria dos 90 bilhões, de fato.
Projetava-se o desemprego na casa dos 8% e um menor investimento direto do Estado.
Sem as negociações com a Câmara, contudo, não houve aprovação destas medidas e o Brasil sobreviveu sem o governo federal por quase dois anos.
Este fato desdobra-se em inúmeras hipóteses, porém não pode ser desmentido, ainda que os números não estejam precisos neste breve comentário.
Aguardo maiores informações e diferentes pontos de vista econômicos.
Sabemos que há margem para um discurso alarmista, mas a ideia do descontrole de contas não passava aos tais mercados que, mesmo assim, financiaram este golpismo.
A mentirada agora não cola mais, mesmo com estas pomba e circunstância. “Reizinhos” auto entronados, metidos a besta. Donos da televisão. Criam a picardia televisiva, num exercício constante de surdez em meio a gritos dos incautos.
Enquanto isto, eles operam.
Os ministros interinos da economia acusam desde já uma dívida, no resultado de 2016, de absurdos 170 bilhões.
100 bilhões de reais, no mínimo, parecem super dimensionados. Este dinheiro existe, está numa poupança, e eles vão meter a mão. É inacreditável presenciar esta categoria de eventos traumáticos, em 2016.
Esta informação apresentada pela equipe econômica interina, penso eu, será facilmente contestada por especialistas em Gestão Pública. É uma falácia, a olhos vistos.
O neoliberalismo assenta-se numa mesma mentira, em diferentes contextos nacionais.
A ‘res publica’ é incompatível com o argumento rentista. Este somente opera à margem dos princípios elementares da convivência, especialmente no capitalismo.
A ausência de Lei mais a livre concorrência formam o estopim dos maiores conflitos. Os mercados são fábulas. Nas feiras – compra e venda diretas – é que está a economia capaz de ser pública e solidária.
O ESTADO serve PORQUE nos REGULA.
Ninguém vive de abstrações.
Há de haver transparências nos contratos. Fundamentalmente, respeito generalizado.
Foto: Ipê, Macarani. 2013.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s