Vivam

Os rios da minha memória humana sobrevivam.
Mangerona, Pardo, Macarani e Rio das Contas.

Cuidar do peixe como se cuida d’uma prenda,
Cuidar da vida inteira, voltar-me à origem.
Indígena e cosmopolita conviverem.
Reparar no que observam os indivíduos à minha volta.

Itabuna, Caatiba, Itororó, Caetité,
Potiraguá, Itambé, Macaúbas, Cumuruxatiba:
Vamos dar fim à história dos quinhentos,
salvaguardar a nossa própria história antiga,
sem guerra, cobiça, ou distinção de qualquer ordem.

Abaixo as hierarquias!

Mangerona, Pardo, Macarani e Rio das Contas.
Vivam também estes rios de minha memória.

P.S.: O Tejo e o Doce desaguam no Oceano Atlântico.
O primeiro, a mirada, salto, ventura, na Lisboa de todos, Lisboa perdida.
O Rio Doce: o Brasil mata um rio. Pensaram que o povo não o via.
E ainda há tantos outros rios, como estes meus.

 

P.S.: Atualizado a 17/18 de Fevereiro de 2017.

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