Centrípeto

Para dentro é que se anda.
Centrípeta e persistentemente
como o bumbo d’uma banda funk,
ou mesmo um trem à toda

Quando encontramos a vasta colina emocional,
damos de cara com a folha em branco de nossas vidas.
Caímos num buraco estreito e longo, com pequena poça d’água no fim,
de onde escapulimos pelo portão por onde passam nossas seivas.

Ao sentirmos a brisa da descoberta primordial,
alçamos voo pelas artérias até o ponto de onde o olho olha
e voamos livres, a partir de nossa própria percepção,
para além daquilo que éramos antes de em nós mesmos adentrarmos.

Escrito em Julho de 2006.

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